segunda-feira, 28 de setembro de 2015

17 coisas que, acredite se quiser, são ilegais pelo mundo

17 coisas que, acredite se quiser, são ilegais pelo mundo


Sabemos que roubar, matar, comercializar drogas ou difamar alguém são ações que infringem a lei e, pelo menos em teoria, colocam em maus lençóis aqueles que andam fora da linha. Além dessas contravenções óbvias, há algumas proibições mundo afora que, de tão improváveis, podem colocar algumas pessoas em apuros sem dar pistas. O Cracked reuniu algumas leis completamente diferentes e exóticas, digamos assim. Confira:
1 – Na Carolina do Norte, nos EUA, casais só podem reservar quartos em hotéis se forem casados. Namorados, por exemplo, devem se hospedar em acomodações diferentes.
2 – Na Tailândia, se uma mulher postar foto no estilo underboob, que é aquele que deixa à mostra a parte de baixo dos seios, ela pode ser condenada a pegar cinco anos de prisão.
3 – Se estiver de passagem pelo Canadá, melhor não quebrar o seu porquinho. Lá, as pessoas não podem pagar por uma compra com uma quantidade muito grande de moedas. 
4 – Em Massachusetts, nos EUA, você não pode consumir bebida alcoólica em um restaurante, a não ser que esteja comendo também.
5 – Em algumas cidades dos estados norte-americanos de Louisiana, Alabama e Illinois os homens não podem sair às ruas com partes da cueca ou da pele da região do bumbum à mostra.
6 – Pessoas com menos de 18 anos não podem comprar algemas em Nova Jersey.
7 – Na Inglaterra, vender álcool para pessoas bêbadas é proibido.
8 – É ilegal cortar cactos no Arizona.
9 – No Canadá, quem finge que faz bruxaria e magia está contrariando as leis do país, sabia?
10 – Em Wisconsin é proibido proibir o uso de descargas sanitárias manuais.
11 – Em 2011, o governo chinês baniu dos canais de televisão do país a exibição de programas com viagem no tempo como temática principal. A justificativa? O governo não acha que esse tipo de atração tenha algum significado positivo.
12 – No Colorado, é proibido fazer guerrinhas de bola de neve.
13 – Quando enviamos produtos a outros países, precisamos nos atentar às regras. Agora, se a ideia for mandar alguma coisa para a Itália, saiba que é o proibido o envio de: álbuns de fotos, frutas e flores de plástico, instrumentos musicais, relógios e pedaços de relógios, sapatos, bonés e chapéus, qualquer brinquedo que não seja feito de madeira, baralho e, claro, itens feitos de couro.
14 – No Tennessee você só pode compartilhar sua senha da Netflix se for com seu marido ou sua esposa. Para quem não respeita a regra, a multa é salgada: US$ 2.500.
15 – No Alabama, é ilegal comprar brinquedinhos sexuais.
16 – Péssima notícia para os apaixonados por gatos: em Los Angeles cada casa pode ter, no máximo, três bichanos.
17 – Se chover enquanto você estiver no Colorado, guarde os baldes. É proibido coletar água de chuva por lá.

créditos mega curioso

domingo, 20 de setembro de 2015

Os mais terríveis instrumentos de tortura usados pela Inquisição em nome da religião.

Os mais terríveis instrumentos de tortura usados pela Inquisição em nome da religião.

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Você provavelmente estudou sobre a Idade Média, ou como ela também é conhecida: Idade das Trevas. Talvez na época você fosse uma criança, ou adolescente, e a professora não queria te chocar – ou desconhecia o assunto profundamente -, então provavelmente deixou de fora a parte mais pesada da coisa, que incluía torturas maníacas como nunca se viu, e que só devem encontrar paralelo nos delírios de Stalin, Pol Pot, ou dos carcereiros de Abu Ghraib.
Apesar de haver exceções, em sua maior parte o período foi exatamente isso: Trevas. Muitos historiadores colocam a culpa nas invasões bárbaras, e em como esses povos eram primitivos, mas o fato é que grande parte do atraso se deve aos sucessores do todo-poderoso Império Romano: a Igreja Católica. É só ver o rumo que tomou a Filosofia, as Artes e a Ciência para ver que estava tudo nas mãos da Igreja. Um caso clássico é o de Galileu Galilei, que teve de voltar atrás nas suas descobertas sobre a questão da translação da Terra, porque suas teorias iam de encontro ao pensamento (errôneo) imposto pela Igreja.
Também existiu o que ficou conhecido como Index Librorum Prohibitorum, que era uma lista de livros proibidos pela Igreja na época, administrada pelo Santo Ofício (que parece menos inócuo chamado por seu nome mais conhecido: Inquisição), que não por coincidência foi criado na mesma época que o protestantismo começou a assombrar a supremacia dos Católicos, por volta do século XVI. Para você ter uma idéia do atraso da Igreja, ela só foi abolir oficialmente o Index – que incluía em suas proibições, gente como os escritores Voltaire, Alexandre Dumas e Jean-Paul Sartre, e os cientistas Galileu Copérnico, Descartes e Pascal – no ano de 1966.
Mas essa escuridão cultural e conservadora foi uma das facetas mais amenas da Igreja Católica na Idade Média. Os piores momentos foram reservados aos distintos senhores responsáveis pelo Tribunal de Santo Ofício! Inicialmente, de acordo com relatos históricos medievais, a Inquisição foi criada para combater o sincretismo religioso, em 1184, que unia a fé católica a cultos pagãos e realizavam adivinhações utilizando coisas como plantas.
Mas as atribuições da Inquisição foram se tornando cada vez maiores. Além de iniciar uma campanha – é necessário que se entenda que mesmo tendo uma organização unificada, com um representante perante o Papa, os Tribunais eram mais ou menos independentes, assim como os Poderes Judiciários de hoje, sendo instalados onde tinham focos de heresias e outros pecados – contra o sincretismo, a Inquisição ficou a cargo de julgar crimes/pecados como heresias, adultérios, feitiçaria (esse levou muita gente pra fogueira), além de colocar a culpa nessa gente de toda a sorte de desgraça que ocorria no local em que estava instalado o Tribunal.
Logicamente, com tamanho poder, os Tribunais impunham punições políticas e econômicas, de forma a aumentar a expansão da Igreja na época. Dessa forma, as penas mais leves, geralmente vistas como alívio, era o confisco de bens, além de flagelos públicos, e desfiles com roupas de hereges. Com a vasta quantidade de penas aplicada, não é difícil entender porque a Igreja foi relativamente a instituição mais rica da história. Com ela, enriqueciam os reis que a apoiavam, como era o caso dos espanhóis.
E os relatos dizem que os Inquisidores eram eficientes. O mais famoso deles, o espanhol Tomás de Torquemada, foi o responsável por diversas campanhas contra judeus e muçulmanos na Espanha. E para chegarem a esse nível de eficiência, os inquisidores – a exemplo dos homens responsáveis pelo Gulag – eram criativos. Necessitavam espalhar o terror para que todos tivessem medo deles, e para isso abusavam de instrumentos sem precedentes na história humana, com o intuito de causar dor extrema, sem, contudo, matar o herege, dando tempo pra ele confessar seus pecados (ou dizer onde escondeu a herança dos avós dele)!
Dizem que a tortura nessa época não era tão comum quanto a gente pensa, mas fica difícil afirmar isso após dar uma olhada nessa lista de aparelhos que parecem ter saído de uma filme deHellraiser, ou Jogos Mortais.

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O Arranca-Seios
Este é um instrumento usado primordialmente em mulheres, geralmente acusadas de abortos ou de adulterarem. Seu uso era simples, e consistia em esquentar o aparelho numa fogueira, prende-lo no seio exposto da vítima, e depois arranca-lo vagarosa ou lentamente, dependendo do que o inquisidor queria causar. Logo depois se deixava a mulher sangrando para que pudesse morrer de hemorragia, ou que fosse levada a loucura pela dor.

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A Serra
A imagem já explica toda a diabrura desse instrumento, mas tem um adendo: o fato da vítima ser virada de cabeça pra baixo tem uma explicação científica. Com o sangue descendo todo para o cérebro, a vítima não desmaiava enquanto sofria de dores extremas, como é normal no corpo humano. Ao invés disso, ela só morria quando a serra chegava no abdômen, quando os serradores paravam, e esperavam que a pessoa terminasse sua agonia, o que poderia durar horas. Seu uso era muito incentivado pelo fato de serras serem baratas e facilmente encontradas em muitos cantos.

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O Berço de Judas
Esse instrumento era um pouco mais elaborado que o clássico empalamento popularizado por Vlad, o Drácula, mas parece muito pior, devido a lentidão com que a dor era infringida. A vítima era colocada com o ânus ou a vagina sobre a ponta do berço e era lentamente baixada através de cordas amarradas a ela. Parece simples, mas existe agravantes aí. Se ela demorasse a morrer – o que poderia levar dias – poderiam ser amarrados pesos nas suas pernas, para dar uma acelerada no processo. Mas se quisessem o efeito contrário, a vítima sofria sozinha. Fora que nunca lavavam o aparelho, o que produzia infecções dolorosas.

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O Rack
A vítima era colocada nessa mesa, e cordas eram amarradas nos seus membros superiores e inferiores. Um algoz se punha a enrolar a corda vagarosamente, até que as articulações se deslocassem, o que causava dor extrema na vítima. Alguns algozes mais afoitos chegavam a arrancar braços e pernas, matando por hemorragia. Mais tarde foram incorporadas lanças para estocar a vítima enquanto ela ia sendo esticada…

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A Pêra
Esse era o instrumento favorito a ser usado contra adúlteras e homossexuais. Esse aparelho era inserido no ânus ou na vagina (ou boca, se ele fosse um mentiroso) da vítima e através daquele engenho na ponta, ele se abria em duas partes ou mais partes, dilacerando o interior do inquirido. Raramente levava a morte, mas na verdade ela era, geralmente, apenas o início das dores do acusado.

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O Corta-Joelhos
Os joelhos do acusado eram colocados no meio dessas garras, para serem esmagados lentamente. Às vezes, o aparelho – um dos preferidos pelos espanhóis – era aquecido, para aumentar a dor da vítima. Outras partes do corpo eram colocadas nas garras, como os pulsos, cotovelos, braços, ou as pernas. A idéia era inutilizar as articulações da vítima, ou o método servir como o início da tortura, visto que não era mortal em grande parte dos casos.

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O Triturador de Cabeças
Outro preferido e aperfeiçoado pelos espanhóis! A cabeça do inquirido era coloca numa barra de ferro, com o queixo apoiado na barra – algumas tinham recipientes especiais para os globos oculares – enquanto seu crânio era lentamente esmagado. O primeiro a quebrar era o maxilar, e algumas dezenas de minutos depois, a morte, após dores lancinantes. O cérebro às vezes escorria pelo nariz, ou pelas orelhas no processo, podendo o método ser usado como tortura, caso o algoz escolha ficar horas parado, apenas fazendo perguntas.

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Empalamento
Drácula, ou Vlad, O Empalador; foi o inventor desse aqui, na Romênia do século XV, de acordo com a tradição. A vítima era colocada sobre uma estava grande e pontuda. O tempo entre o início da punição e a morte, levava em torno de três dias. Alguns carrascos tinham cuidado para que a estaca entrasse no ânus e só saísse acima do queixo da vítima, o que aumentava a dor da vítima. Acredita-se que Vlad fez isso em torno de 20.000 a 300.000 vezes.

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Dama de Ferro
Provavelmente o mais famoso e conhecido método de tortura medieval. A vítima era colocada dentro dessa câmara de madeira cheia de pregos e superfícies pontudas, que continha uma abertura para que se pudesse interrogar a vítima, ou enfiar facas. Os pregos de dentro da Dama não atingiam os pontos vitais, com o intuito de atrasar a morte do torturado. Geralmente as regiões furadas eram os olhos, braços, pernas, barriga, peito e nádegas.

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Mesa de Evisceração
O torturado era deitado numa superfície com os pés e mãos imobilizados e logo acima dele existia uma manivela com espinhos. Um carrasco fazia uma incisão na altura do estômago e com um gancho preso a uma corrente, e através dele era retirado um pedaço do intestino, que era preso na manivela. Aos poucos a manivela era girada, e o intestino era enrolado nela.

fonte http://www.issoebizarro.com/

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A teoria da Terra oca

A teoria da Terra oca é algo que habita o imaginário humano há séculos. As tradições de algumas tribos americanas contam que o Sol entrava em um buraco na Terra, se escondia em seu interior durante a noite e saída do outro lado em outro buraco. Segundo os índios norte-americanos, um aventureiro, que vivia com seu povo sob a terra, escalou esse buraco e descobriu que a superfície era rica e habitável.
Assim, trouxe o povo para a superfície e passam a morar aqui. Essas lendas fizeram com que muita gente procurasse saber a verdade sobre o interior da Terra. Em 1818, John Clyes Symmes apareceu com a teoria de que a Terra era habitável em seu interior, sendo formada por várias conchas esféricas concêntricas, com abertura no Polo Norte.
Depois, em 1826, James McBride publicou um livro expondo a teoria de Symmes, apresentando teses e provas sobre a Terra oca. Para ele, o buraco no Polo Norte seria o local de onde vinham as aves e os animais em sua migração. A teoria acabou se espalhando em, no início de 1970, a ESSA, entidade que faz parte do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgou fotos do Polo Norte em que aparecia um imenso buraco dando acesso ao interior.
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O fato acabou por chamar a atenção para o Almirante Richard Byrd que afirmava ter entrado pelos buracos no Polo Norte e no Polo Sul, viajando 2.730 e 3.690 km terra adentro, respectivamente, encontrando vastas áreas de montanhas e florestas, com rios e lagos, num ambiente cheio de mistério. Há algum tempo, notícias veiculadas nos jornais davam conta de que a NASA teria recebido mensagens estranhas, cifradas, que foram tinham como origem o centro da Terra, enviada por “povos” que alertavam para a destruição do meio ambiente e que, se o ser humano não cuidasse da Terra, seria exterminado pelas suas próprias mãos. Os cientistas não sabe quem os envia tais mensagens, porém garantem que estas são enviadas por “seres” de inteligência muito avançada.

“Está claro que alguém ou algo de dentro (da Terra) está a comunicar-se conosco e de modo inexplicável tem tecnologia necessária para atravessar centenas de milhares de toneladas de terra e rochas…”

“Durante muito tempo pensamos que o Espaço era a última fronteira e agora descobrimos que no nosso próprio Planeta há um território inexplorado que poderá esclarecer muitas coisas acerca do nosso futuro, pois está claro que eles sabem muito mais de nós, do que nós próprios e deles…” declarou o funcionário da NASA, mantendo o anonimato, por motivos óbvios.

Expedições foram programadas para 2007 e 2008, que acabaram por não serem feitas em virtude de falta de verba e pela morte de um dos organizadores e, assim, o mistério continua. O próprio Google Earth já apresentou fotos de alguns locais no Polo Sul onde se vê buracos que parecem não ter fim, e isso desperta cada vez mais a curiosidade do ser humano sobre a existência de um mundo subterrâneo. Afinal, seria ou não verdade? Após algumas matérias terem sido postadas, surgiu algo muito estranho, na Groelândia: um tampão amarelo, que VEM a  nos remeter ainda mais a  teoria da Terra Oca! Confira às imagens geradas pelo Google Earth:

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Se não acreditar basta inserir as coordenadas 70 33′ 07.67″N, 40 02′ 17.71″ W   – no Google Earth e ver com seus próprios olhos!
Não podemos deixar de lembrar que os índios Inca, da Cordilheira dos Andes, também falavam, em suas tradições, de extensas cavernas que ligavam os diversos pontos do mundo, por onde era possível viajar para todos os lugares possíveis. No Himalaia, a tradição também dá conta da Caverna dos Antigos, que adentravam pela Terra e eram habitadas por seres muito mais evoluídos, e a própria lenda do Shangri-Lá, ou Shamballa, fala da existência de outros povos, que ainda vivem escondidos dos humanos. Tantos mistérios fazem com que se pense na veracidade ou não dessas tradições. Afinal, com tanta tecnologia, ainda permanecemos na dúvida. Se não for uma verdade a teoria da Terra oca, algum mistério ainda existe.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Foi descoberta a galáxia mais luminosa. Equivalente a 300 milhões de milhões de sóis

Foi descoberta a galáxia mais luminosa. Equivalente a 300 milhões de milhões de sóis


 WISE J224607.57-052635.0 pertence a uma nova classe a que os cientistas chamam de "galáxias infravermelhas extremamente luminosas".

A NASA anunciou a descoberta da galáxia mais luminosa, com luz equivalente a mais de 300 milhões de milhões de sóis.

A galáxia, refere a agência espacial norte-americana numa nota, pertence a uma nova classe de corpos celestes recentemente descobertos pelo telescópio de infravermelhos WISE, as "galáxias infravermelhas extremamente luminosas".

A galáxia, catalogada como WISE J224607.57-052635.0, pode ter um buraco negro no seu centro, o que é raro numa galáxia longínqua como esta.

Uma vez que a luz da galáxia viajou 12,5 mil milhões de anos até chegar ao tempo atual, astrónomos veem o corpo como era no passado distante. O buraco negro já teria mil milhões de vezes a massa do Sol quando o Universo tinha um décimo da sua idade atual, cerca de 14 mil milhões de anos.

"Estamos a observar uma fase muita intensa da evolução da galáxia", afirmou Chao-Wei Tsai, da NASA, e autor principal do estudo, que é publicado na sexta-feira na revista The Astrophysical Journal.

Segundo o astrónomo, "a deslumbrante luz" da galáxia pode derivar da ação de um buraco negro 'supermassivo'.

Buracos 'supermassivos' atraem gás e matéria para um disco de acreção em seu redor, a ponto de o aquecer para temperaturas de milhões de graus e fazer com que liberte radiação visível, ultravioleta e raios-X. A luz é bloqueada por "casulos" de poeira, que, ao aquecerem, emanam radiação infravermelha.

Como o buraco negro em causa se tornou tão gigantesco continua uma incógnita para os autores da investigação.

O estudo reporta 20 novas "galáxias infravermelhas extremamente luminosas", incluindo a galáxia mais luminosa detetada até agora.

Estas galáxias não foram encontradas anteriormente devido à sua distância e porque a poeira torna a sua luz visível em radiação infravermelha, não visível.

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os anos ocultos de Jesus

Os anos ocultos de Jesus





Eduardo Szklarz e Alexandre Versignassi
O Novo Testamento contém 27 livros, 7 956 versículos e 138 020 palavras. E uma única referência à juventude de Jesus. O Evangelho de Lucas nos conta que, aos 12 anos, ele viajou com os pais de Nazaré a Jerusalém para celebrar o Pessach, a Páscoa judaica. Quando José e Maria retornavam a Nazaré, perceberam que Jesus tinha ficado para trás. Procuraram o garoto durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo, onde o encontraram discutindo religião com os sacerdotes. "E todos que o ouviam se admiravam com sua inteligência" (Lucas 2:42-49). 

Isso é tudo. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. É quando o conhecemos realmente. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém, a fuga com os pais para o Egito - para escapar de uma sentença de morte impetrada por Herodes, rei dos judeus - e a volta para Nazaré. Da vida adulta, o ajuntamento dos apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 "anos ocultos"? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia? 

A notícia para quem deseja reconstruir o Jesus histórico é que novas análises dos Evangelhos, documentos históricos e achados arqueológicos nos dão pistas sobre a sociedade da época. E dessa forma podemos chegar mais perto de conhecer o homem de Nazaré. E entender o que passava em sua cabeça. 


O pedreiro cheio de irmãos 
Uma coisa é certa. Aos 13 anos, Jesus celebrou o bar mitzvah, ritual que marca a maioridade religiosa do judeu. E é bem provável que ele tenha seguido a profissão de José, seu pai. Carpinteiro? Talvez não. "Em Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, Jesus é chamado de tekton, que no grego do século 1 designava um trabalhador do tipo pedreiro, não necessariamente carpinteiro", diz John Dominique Crossan, um dos maiores especialistas sobre o tema. Para o historiador, os autores de Mateus e Lucas, que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton. E Lucas omitiu todo o versículo. 

As mesmas passagens de Marcos e Mateus informam que Jesus tinha 4 irmãos (Tiago, José, Simão e Judas), além de irmãs (não nomeadas). Mas dá para ir mais longe a partir dessa informação. "Se os nomes dos Evangelhos estão corretos, a família de Jesus era muito orgulhosa da tradição judaica. Seus 4 irmãos tinham nomes de fundadores da nação de Israel", diz a historiadora Paula Fredriksen, da Universidade de Boston. "Seu próprio nome em aramaico, Yeshua, recordava o homem que teria sido o braço direito de Moisés e liderado os israelitas no êxodo do Egito, mais de mil anos antes." 

Assim, a família teria pelo menos 9 pessoas, mas nem por isso era pobre. Nazaré ficava a apenas 8 km de Séforis - um grande centro comercial onde o rei Herodes, o Grande, governava a serviço de Roma. Com a morte dele, em 4 a.C., militantes judeus se revoltaram contra a ordem política. Deu errado: o general romano Varus chegou da Síria para reprimir os rebeldes. E seu amigo Gaio completou o serviço, queimando a cidade. "Homens foram mortos, mulheres estupradas e crianças escravizadas", diz Crossan. Mas a destruição de Séforis teve um lado positivo: Herodes Antipas, filho do "o Grande", transformou o lugar num canteiro de obras. Isso trouxe uma certa abundância de empregos para a região. Um pequeno boom econômico. Então o ambiente ao redor da família de Jesus não era de privações. "A reconstrução da cidade deve ter gerado muito trabalho para José", diz Paula Fredriksen. 

Jesus nasceu no ano da destruição da cidade, 4 a.C. Ou perto disso. O Evangelho de Mateus diz que Jesus nasceu no tempo de Herodes, o Grande (4 a.C. ou antes). Lucas coloca o nascimento na época do primeiro censo que o Império Romano promoveu na Judeia. E isso aconteceu, segundo as fontes históricas romanas, em 6 a.C. A única certeza, enfim, é que "foi por aí" que Jesus nasceu. E que o ódio contra o que os romanos tinham feito em Séforis permeava o ambiente onde ele viveu. "Não é difícil imaginar que Jesus pensou muito sobre os romanos enquanto crescia", diz Crossan. 

Na década de 20 d.C., quando Jesus estava nos seus 20 e poucos anos, o sentimento antirromano cresceu mais ainda. Pôncio Pilatos assumiu o governo da Judéia cometendo o maior pecado que poderia: desdenhar da fé dos judeus no Deus único. 

Mas, em vez de se unir contra o romano, os judeus se dividiram em seitas. Os saduceus, por exemplo, eram os mais conservadores. Os fariseus eram abertos a ideias novas, como a ressurreição - quando os justos se ergueriam das tumbas para compartilhar o triunfo final de Deus. Os essênios viviam como se o fim dos tempos já tivesse começado: moravam em comunidades isoladas, que faziam refeições em conjunto seguindo estritas leis de pureza. Já os zelotes defendiam a luta armada contra os romanos. 

Em qual dessas seitas Jesus se engajou na juventude? Não há consenso entre os pesquisadores. Para alguns, porém, existem semelhanças entre a dos essênios e o movimento que Jesus fundaria - ambas as comunidades viviam sem bens privados, num regime de pobreza voluntária, e chamavam Deus de "pai". Essa hipótese ganhou força com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947. Eles trouxeram detalhes sobre uma comunidade asceta de Qumran, que viveu no século 1 e estaria associada aos essênios. O achado ar-queológico não provou a ligação entre Jesus e essa seita. Até porque os essênios eram sujeitos reclusos, ao passo que Jesus foi pregar entre as massas da Galileia e Jerusalém. 

Jesus podia não ser essênio. Mas, para alguns estudiosos, seu mentor foi. 


João, o mestre 
Dois dos 4 Evangelhos começam a falar de João Batista antes de mencionar Jesus. É em Marcos e João. O homem que batizaria Cristo aparece descrito como um profeta que se vestia como um homem das cavernas ("em pelos de camelo") e que vivia abaixo de qualquer linha de pobreza traçável ("comia gafanhotos e mel silvestre"). 

Para a historiadora britânica Karen Armstrong, outra grande especialista no tema, isso indica que João pode ter sido um essênio. A vocação "de esquerda" que Jesus mostraria mais tarde, inclusive, pode vir da ligação do mestre João com a "sociedade alternativa" dos essênios. "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus", ele diria mais tarde. 

Os Evangelhos não falam de João como mestre de Jesus. Nada disso. Ele apenas reconhece Jesus como o Messias na primeira vez que o vê. Os textos sagrados também informam que ele usava o batismo como expediente para purificar seus seguidores, que deviam confessar seus pecados e fazer votos de uma vida honesta. 

Então Jesus aparece pedindo para ser batizado. Na Bíblia, esse é o primeiro momento em que vemos o Messias após aqueles 18 anos de ausência. 

Depois de purificado nas águas do rio Jordão, Jesus parte para sua vida de pregação, curas e milagres. A vida que todos conhecem. 

Para quem entende esse relato à luz da fé, isso basta. Mas é pouco para quem tenta montar um panorama da vida de Jesus, um retrato puramente histórico de quem, afinal, foi o homem da Galileia que sairia da vida para entrar na Bíblia como o Deus encarnado. E uma possibilidade é que Jesus tenha sido um discípulo de João Batista. Discípulo e sucessor. 

As evidências: tal como João Batista, Jesus via o mundo dividido entre forças do bem e do mal. E anunciava que Deus logo interviria para acabar com o sofrimento e inaugurar uma era de bondade. Em suma: tanto um como o outro eram o que os pesquisadores chamam de "profetas apocalípticos". E se os Evangelhos jogam tanta luz sobre João Batista (Lucas fala inclusive sobre o nascimento do profeta, assim como faz com Jesus), a possibilidade de que a relação deles tenha sido mais profunda é real. 

O grande momento de oão Batista na Bíblia, porém, não é o batismo de Jesus. É a sua própria morte. Morte que abriria as portas para o nosso Yeshua, o Jesus da vida real, começar o que começou. 


E Yeshua vira Cristo 
João Batista podia se vestir com pele de animal e se alimentar de gafanhotos. Mas tinha a influência de um grande líder político. Prova disso é que morreu por ordem direta de Antipas. O Herodes júnior tinha violado o 10º mandamento da lei judaica: "Não cobiçarás a mulher do próximo". Não só estava cobiçando como estava de casamento marcado com a ex-mulher do irmão, Felipe. João condenou a atitude do rei publicamente. E acabou executado. 

Mateus deixa claro como Jesus, então já com seus 12 discípulos e em plena pregação, recebeu a notícia: "Ouvindo isto, retirou-se dali para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades". Logo na sequência, o Cristo emenda o maior de seus milagres. Sentido com a fome da multidão que ia atrás dele, pegou 5 pães e dois peixes (tudo o que os apóstolos tinham) e foi dividindo. Passava os pedaços aos discípulos, e os discípulos à multidão. "E os que comeram foram quase 5 mil homens, além das mulheres e crianças" (Mateus 14:21). Horas depois, no meio da madrugada, outro milagre de primeiro escalão: Jesus apareceria para os apóstolos andando sobre as águas. 

Esses episódios, claro, são parte da vida conhecida de Jesus (ou da mitologia cristã, em termos técnicos). Mas deixam claro: a morte de João foi importante a ponto de ter sido seguida de dois dos grandes episódios da saga de Cristo. 

O filho do pedreiro assumiria o vácuo religioso deixado pelo profeta. Agora sim: Yeshua caminharia com as próprias pernas. E começaria a virar Jesus Cristo. "Ele não só assumiu o manto de João, mas alterou sua doutrina. A diferença interessante entre João Batista e Jesus Cristo é que Jesus ergueu o manto caído de Batista e continuou seu programa mudando radicalmente sua visão", diz Crossan. 

Ele continua: "João dizia que Deus estava chegando. Mas João foi executado e Deus não veio". Ou seja: para o pesquisador, Jesus teria ficado tão chocado ante a não-intervenção divina que mudou sua visão sobre o que o Reino de Deus significava. 

"João Batista havia imaginado uma intervenção unilateral de Deus. Jesus imaginou uma cooperação bilateral: as pessoas deveriam agir em combinação com Deus para que o novo reino chegasse", diz o pesquisador. Ou seja: não adiantaria esperar de braços cruzados. O negócio era fazer o Reino dos Céus aqui e agora. Como? Primeiro, extinguindo a violência. Mas e se alguém me der um soco, senhor? "Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra" (Lucas 6:29). Depois, amando ao próximo como a ti mesmo, ajudando ao pior inimigo se for necessário, como fez o bom samaritano da parábola famosa... Em suma, a essência da doutrina cristã. 


A natividade 
Agora, um aparte: chamar de "anos ocultos" apenas a juventude de Jesus é injustiça. O nascimento também é uma incógnita completa. A começar pela data de nascimento: 25 de dezembro era a data em que os romanos celebravam sua festa de solstício de inverno, a noite mais longa do ano. Não porque gostassem de noites sem fim, mas porque ela marcava o começo do fim do inverno. Praticamente todos os povos comemoram esse acontecimento desde o início da civilização - nossas festas de fim de ano, a semana entre o Natal e o Ano-Novo são um reflexo disso. O dia em que Jesus nasceu não consta na Bíblia - foi uma imposição da Igreja 5 séculos depois, para coincidir o nascimento do Messias com a festa que já acontecia mesmo - com troca de presentes e tudo. 

"Na verdade, não sabemos nada histórico sobre Jesus antes de sua vida pública, já que os dois primeiros capítulos de Mateus e Lucas [os que relatam o nascimento] são basicamente parábolas, não história", diz Crossan. De acordo com Mateus, José soube num sonho que Maria daria à luz um menino concebido pelo Espírito Santo. Quando Jesus nasce, magos surgem do Oriente e seguem uma estrela que os conduz a Jerusalém. Lá, eles ficam sabendo que o Cristo nasceu em Belém. Seguindo a estrela, os magos chegam à cidade para adorar o menino e lhe regalam com ouro, incenso e mirra. Mas Herodes fica perturbado com o nascimento e manda soldados matarem todos os bebês de até 2 anos em Belém. Assim, José foge com a família para o Egito e depois vai morar em Nazaré, na Galileia, onde Jesus é criado. 

"Não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar. Nenhum outro autor, bíblico ou não, menciona isso", diz o teólogo americano Bart D. Ehrman no livro Quem Foi Jesus? Quem Jesus Não Foi? 

No relato de Lucas, o anjo Gabriel vai à casa de Maria, em Nazaré, e lhe avisa que daria à luz um futuro rei. E que o "Filho de Deus" se chamaria Jesus. Maria era uma virgem prometida a José, e o anjo lhe explicou que o filho seria gerado pelo Espírito Santo. Lucas diz que naquela época, "quando Quirino era governador da Síria", um decreto do imperador Augusto obrigou os súditos a se registrar no primeiro censo do Império. Todo mundo devia retornar à cidade de origem para se alistar. Como os ancestrais de José eram de Belém, ele foi com Maria grávida para lá. Jesus nasceu em Belém pouco depois, e foi envolvido em panos na manjedoura. Lá o menino recebeu a visita de pastores e foi circuncidado aos 8 dias, para depois passar a infância em Nazaré. 

"Os problemas históricos em Lucas são ainda maiores", diz Ehrman. "Temos registros do reinado de Augusto, e em nenhum deles há referência a um censo para o qual todos teriam de se registrar retornando ao lar dos ancestrais." 

Ok, mas afinal por que Mateus e Lucas fazem Jesus nascer em Belém? Bom, de acordo com uma profecia do livro de Miqueias, do Antigo Testamento, o salvador viria de lá. Por que de lá? Porque era a cidade do rei Davi, o mais lendário dos soberanos de Israel. 

Depois que o general Pompeu invadiu a Judeia, em 63 a.C., e fez dela província do Império Romano, os profetas passaram a dizer que um rei da linhagem de Davi inauguraria o "reino de Deus". Chamavam essa figura de "o ungido" - já que Davi e outros reis israelitas haviam sido ungidos com óleo. Os Evangelhos foram escritos em grego, o inglês da época. E em grego "ungido" é christos. O Cristo tinha que nascer em Belém. Yeshua provavelmente era de Nazaré mesmo. 

Os Evangelhos, por sinal, são obra de autores desconhecidos. É apenas uma convenção dizer que foram escritos por Marcos (secretário do apóstolo Pedro), Mateus (o coletor de impostos), João (o "discípulo amado") e Lucas (o companheiro de viagem de Paulo). Além disso, os escritores não foram testemunhas oculares. "O autor de Marcos escreveu por volta do ano 70. Mateus e Lucas, de 80. E João, no final dos 90", diz Karen Armstrong. E claro: "Eram cristãos. Eles não estavam imunes a distorcer as histórias à luz de suas crenças", diz Ehrman. Afinal, "evangelho" deriva da palavra grega euangélion, que significa "boas novas". O objetivo dos autores não era escrever a biografia de Jesus, e sim propagar a nova fé. Levando isso em conta, chegamos a outra polêmica: os anos considerados como os mais conhecidos da vida de Jesus também são cheios de episódios misteriosos. Vejamos. 


Yeshua sai da vida para entrar na Bíblia 
Talvez tenha sido em busca de audiência que Yeshua rumou com os discípulos da Galileia para Jerusalém, por volta do ano 30 d.C. Depois de 3 anos pregando na periferia, já seria hora de atuar no palco principal. 

Jerusalém era o pivô do fermento espiritual judaico, e milhares de judeus iam para lá na Páscoa. Os Evangelhos nos dizem que Jesus causou um tumulto no local, destruindo as banquinhas de câmbio (que trocavam moedas estrangeiras dos romeiros por dinheiro local cobrando uma comissão), já que seria uma ofensa praticar o comércio em pleno Templo de Jerusalém, o lugar mais sagrado da Terra para os judeus. Por perturbar a ordem pública, ele foi condenado à cruz. Parece historicamente sólido, mas o episódio central do Novo Testamento também é fonte de reinterpretações. 

No julgamento, por exemplo, a multidão teria pedido que Barrabás, um assassino, fosse solto em vez de Jesus - já que era "costume" da Páscoa. Esse costume, porém, não é mencionado em nenhum lugar, exceto nos Evangelhos. Além disso, Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas "arvorificado". É a teoria (controversa, é verdade) do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Suas pesquisas indicam que as vítimas dos romanos eram mais comumente crucificadas em árvores, pregando uma tábua de madeira no tronco para prender os braços do condenado. Seja como for, não há por que duvidar de que ele tenha sido executado. Roma usava e abusava do expediente para tentar manter o controle das regiões que conquistava. Segundo Flávio Josefo, historiador judeu do século 1, numa só ocasião 2 mil judeus foram executados 

A história de Jesus não acaba aí, claro. "Alguns discípulos estavam convencidos de que ele ressuscitara. E que sua ressurreição anunciava os últimos dias, quando os justos se reergueriam das tumbas", diz Armstrong. Para esses judeus cristãos, Jesus logo retornaria para inaugurar o novo reino. O líder do grupo era Tiago, irmão de Jesus, que tinha boas relações com fariseus e essênios. E o movimento se expandiu. Quando Tiago morreu, em 62, Jerusalém vivia o auge da crise política. Em 66, romanos perseguiram os judeus com medo de uma insurgência. Os zelotes se rebelaram e conseguiram manter as tropas do Império afastadas por 4 anos. Com medo de que a rebelião judaica se espalhasse, Roma esmagou os revoltosos. Em 70, o imperador Vespasiano sitiou Jerusalém, arrasou o Templo e deixou milhares de mortos. 

"Não temos ideia de como seria o cristianismo se os romanos não tivessem destruído o Templo", diz Armstrong. "Sua perda reverbera ao longo dos livros que formam o Novo Testamento. Eles foram escritos em resposta à tragédia." 

Para os pesquisadores, então, os textos sagrados refletem a realidade da Judeia do final do século 1 - e não a do início, a que Jesus viveu de fato. Por exemplo: Barrabás personificaria os sicários, judeus que saíam armados de punhais para matar romanos na calada da noite, como uma forma de vingança pela destruição do Templo. E que por isso mesmo eram assassinos amados pela população. 

Quer dizer: Barrabás seria um personagem típico da década de 70 d.C., inserido no episódio da morte de Jesus, fato que aconteceu na década de 30 d.C, num momento em que o ódio aos romanos e o louvor a quem se dispusesse a matá-los não eram tão violentos. 

Até a época em que os Evangelhos foram escritos, o movimento de Jesus era apenas um entre as várias seitas judaicas. Os primeiros cristãos se diziam "o verdadeiro Israel" e não tinham intenção de romper com a corrente principal do judaísmo. Mas tudo mudou com a destruição do Templo. 

Ela intensificou a rivalidade entre as facções judaicas. "Em sua ânsia por alcançar o mundo gentio (o dos não-judeus), os autores dos Evangelhos estavam dispostos a absolver os romanos da execução de Jesus e declarar, com estridência crescente, que os judeus deviam carregar a culpa", diz Armstrong. João, o Evangelho mais virulento, declara que os judeus são "filhos do Diabo" (João 8:44). Até o autor de Lucas, que tinha uma visão mais positiva do judaísmo, deixou claro que havia um bom Israel (os seguidores de Jesus) e um Israel mau - os fariseus. 

A rixa com os fariseus tem lógica, já que eram competidores diretos dos judeus cristãos. "Num extremo do judaísmo estavam os saduceus, a ala mais conservadora. No outro, os essênios, a mais radical. Já os fariseus e os judeus cristãos estavam no meio. Eles lutavam pela mesma coisa: a liderança do povo, que estava entre as duas pontas", diz Crossan. 

Não é surpresa, aliás, que os livros do Novo Testamento contenham tantas contradições entre si. "Quando os editores finais do Novo Testamento juntaram esses textos, no início da Idade Média, não se incomodaram com as discrepâncias. Jesus havia se tornado um fenômeno grande demais nas mentes dos cristãos para ser atado a uma única definição", diz Armstrong. Os Evangelhos atribuídos a Marcos, Lucas, Mateus e João seriam finalmente selecionados para o cânon da Igreja. Dezenas de outros evangelhos ficaram de fora. 

Só no século 2, quase 100 anos após a morte de Jesus, começam a aparecer relatos sobre ele no centro do Império. Um deles é uma carta do político romano Plínio ao imperador Trajano. Plínio cita pessoas conhecidas como "cristãs" que veneravam "Cristo como Deus". Outra fonte é o historiador romano Tácito, que menciona os "cristãos (...), conhecidos assim por causa de Cristo (...), executado pelo procurador Pôncio Pilatos". Suetônio, que escreveu pouco depois de Tácito, informa sobre uma perseguição de cristãos, "gente que havia abraçado uma nova e perniciosa superstição". Uma "superstição" cuja mensagem convenceria cada vez mais gente, a ponto de, no século 4, o imperador romano em pessoa (Constantino, no caso) converter-se a ela. E o resto é história. Uma história que chega ao seu segundo milênio. Com 2 bilhões de seguidores. 

Lost Years 
Antes dos 30, Jesus provavelmente teve a mesma formação religiosa dos judeus de sua época. Ou seja: seguia outro Jesus. Outro profeta. 


16 anos 
O jovem Yeshua (Jesus, em aramaico) tinha 4 irmãos homens e pelo menos duas irmãs mulheres. E cresceu na cidade onde nasceu: Nazaré. 


20 anos 
Ele pode não ter sido carpinteiro, mas pedreiro. O engano de 2 mil anos seria culpa de um erro de tradução. 


28 anos 
Na Bíblia, o profeta João apenas batiza Cristo. O mais provável, porém, é que ele tenha sido o grande mentor do jovem Yeshua. 


33 anos 
Os romanos crucificavam em massa. E também usavam árvores como base. Esse pode ter sido o cenário da morte de Jesus. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O mistério de "Cristo e o Sol"

O mistério de "Cristo e o Sol"


Esta é a cruz do zodíaco, uma das mais antigas imagens conceituais da história da humanidade na sua busca interior do Si Mesmo. Representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações durante um ano. Também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios, equinócios.
O termo Zodíaco está relacionado com o fato de a maioria das constelações serem personificadas como figuras ou animais. Em outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as demais estrelas, como também as personificavam com mitos elaborados que mostravam os seus movimentos e relações.


O Deus Sol
O Sol, com seu poder criador e salvador foi personificado como representando um criador nunca visto: ou deus, “Filho de Deus”, a luz do mundo, o salvador da humanidade. Igualmente, as 12 constelações representavam lugares da viagem do Filho de Deus, e foram identificados com nomes normalmente representando elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo. Por exemplo Aquário, o portador da água que traz as chuvas da primavera (no hemisfério norte).


Este é Hórus. Ele é o Deus do Sol do Egito por volta de 3000 A.C. Ele é o sol personificado (observem o sol sobre a sua cabeça), e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que mostram o movimento do sol no céu. Dos antigos hieróglifos egípcios, conhecemos muito sobre este messias solar. Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a Luz, tinha um inimigo, conhecido como Set, que era a personificação das trevas ou noite, e simbolicamente falando, todas as manhãs Hórus ganhava a batalha contra Set, enquanto que ao fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas. É importante saber que “Trevas versus Luz” ou “Bem versus Mal” tem sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é utilizada em muitos níveis. No geral, a história de Hórus é a seguinte:
Egito 3000 A.C.
Hórus nasceu em 25 de dezembro  da Virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela no Leste que por sua vez foi seguida por três Reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos era uma criança prodígio e professor, e aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup, e assim começou o seu reinado. Hórus tinha 12 discípulos com os quais viajou, fazendo milagres, tais como curar os doentes e andar sobre a água. Era conhecido por muitos nomes tais como “A Verdade”. “A Luz”, “Filho Adorado de Deus” , “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus” , entre muitos outros. Depois de  traído por Tifon, Hórus foi crucificado, enterrado, e ressuscitou 3 dias depois. Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mundiais, porque muitos outros deuses foram encontrados com a mesma estrutura mitológica geral
Grécia 1200 A.C.
Attis da Frígia, nasceu da virgem Nana a 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, e três dias depois ressuscitou
Índia – 900 A. C.
Krishna, da Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela a Leste assinalando a sua chegada, fez milagres em conjunto com seus discípulos e, após a morte, ressuscitou.
Grécia – 500 A.C.
Dionísio nasce de uma virgem em 25 de dezembro. Foi um professor nômade que praticou milagres como transformar a água em vinho. É referido como “Rei dos Reis”. “Filho Pródigo de Deus”, “Alfa e Ômega” entre muitos outros. Após a sua morte,  ressuscitou.
Pérsia – 1200 A.C.
Mithra nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, teve 12 discípulos e fez milagres, e após a sua morte foi enterrado, e 3 dias depois ressuscitou. Era também chamado de “A Verdade”, “A Luz”, entre muitos outros. Curiosamente,  o dia sagrado de adoração a Mitra era um domingo. O que importa salientar aqui é que há inúmeros salvadores de diferentes períodos, de todo o mundo que preenchem essas mesmas características gerais.
Para quem aprecia pesquisa, os mais conhecidos são: Krishna do Hindustão, Budha Sakia da Índia, Salivahana das Bermudas, Zulis, Zhule, Osiris, Hórus, do Egito, Odin, da Escandinávia, Crite da Caldéia, Zoroastro e Mithra da Pérsia, Baal e Taut, “O Único gerado de Deus”, da Fenícia, Indra do Tibet, Bali do Afeganistão, Jao do Nepal, Wittoba de Billingonese, Thammuz da Síria, Atys da Frígia, Xamolxis da Trácia, Zoar de Bonzes, Adad da Assíria, Deva Tat e Sammonocadam do Sião, Alcides de Thebas, Mikado de Sintoos, Beddru do Japão, Hesus ou Heros, e Bremrillah dos Druidas, Thor filho de Odin da Gália, Cadmus da Grécia, Hil e Feta dos Mandaites, Gentaut e Quexalcote do México tolteca, Monarca Universal do Sibyls, Ischy de Formosa, o Divino Professor de Platão, Holy One de Xaca, Fohi e Tien da China, Adonis, filho da virgem Io da Grécia, Ixion e Quirino de Roma, Prometeu do Cáucaso. E muitos outros...
A questão é: por que esses atributos? Por que o nascimento a partir de uma virgem em 25 de Dezembro? Por que a morte e ressurreição após 3 dias? Porque os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrirmos, vamos examinar o mais recente dos messias solares: Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria em 25 de dezembro em Belém, O seu nascimento foi anunciado por uma estrela no Leste, que seria seguida por 3 reis magos para encontrar e adorar o novo salvador. Tornou-se professor aos 12 anos. Com 30 anos foi batizado por João Batista, e assim começou o seu reinado.  Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres tais como curar os doentes, andar sobre as águas, ressuscitar os mortos...Foi também conhecido por “Rei dos Reis”, “Filho de Deus”, A Luz do Mundo”, “Alfa e Ômega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros. Depois foi traído por seu discípulo Judas (N.R. - essa história também é simbólica) e vendido por 30 moedas. Foi crucificado, colocado num túmulo e 3 dias depois ressuscitou e subiu aos céus.


Primeiramente, a sequência do nascimento é completamente astrológica. A estrela a Leste é Sírius, a mais brilhante do céu noturno, que em 24 de dezembro, se alinha no céu com as 3 estrelas mais brilhantes da Constelação de Órion. Essas estrelas são chamadas hoje como eram também chamadas nos tempos antigos: “3 Marias” (Os 3 Reis). Os 3 reis e a estrela mais brilhante, todas apontam para o nascer do sol no dia 25 de dezembro. Esta é a razão porque “os 3 reis “seguem” a estrela a Leste, de modo a encontrarem o nascer do Sol.

O nascimento do Sol

A Virgem Maria é a constelação de    Virgem também conhecida como Virgo (em latim). O antigo símbolo para Virgo é um “m” alterado com a forma adicional de um peixe (seu oposto e complemento astrológico). É por isso que Maria, juntamente com outras progenitoras virgens, como a mãe de Adonis, Mirra, ou a mãe de Buddha, Maya, começa com um “M”. Virgem também é conhecida como a “Casa do Pão” e a sua representação é uma virgem segurando um feixe de espigas de trigo. Essa “Casa do Pão” e seu símbolo das espigas de trigo representam Agosto e Setembro, tempo das colheitas. Por sua vez, Belém é na verdade a tradução ao pé da letra de “A Casa do Pão”, portanto uma referência à constelação de Virgem, um lugar no Céu, não na Terra.
 Há um outro fenômeno interessante que ocorre perto de 25 de dezembro, ou do solstício de Inverno (no hemisfério norte): do solstício de verão ao solstício de inverno, os dias tornam-se mais curtos e frios. E na perspectiva do hemisfério Norte, o sol aparenta mover-se para o sul e ficar menor e fraco. O encurtar dos dias e o fim das colheitas à medida que o solstício de inverno se aproxima, simboliza o processo da morte. Era "a morte do Sol". E então no dia 22 de dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado, já que o Sol, tendo se movido continuamente para o sul durante 6 meses, chega ao seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre uma coisa curiosa: o Sol para de se movimentar para o sul, pelo menos aparentemente, durante 3 dias. Durante esses 3 dias de pausa, o sol reside nas redondezas da Constelação do Cruzeiro do Sul, (Crux, ou Alfa  Crucis). Depois desse período, a 25 de dezembro, o Sol move-se 1 grau a cada dia, desta vez para o norte, com a perspectiva de dias maiores, calor e a Primavera. Por isso se costumava dizer que o Sol morreu na Cruz, esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar (nascer uma vez mais, novamente). Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros "Deuses do Sol" partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito da ressurreição. É o período da transição do Sol antes de mudar na direção contrária do Hemisfério Norte, trazendo a Primavera, e assim a salvação. Entretanto não se celebrava a ressurreição do Sol até o Equinócio da Primavera, ou Páscoa. Isto porque no Equinócio de Primavera, o Sol domina oficialmente as Trevas do Mal (N.R. - passa a haver mais dia que noite, mais Luz que Trevas), ou seja "o período diurno se torna maior que o noturno", e aparece o revitalizar da vida na Primavera.

Os 12 discípulos

Agora, provavelmente o mais óbvio de todo esse simbolismo astrológico em torno de Jesus, para os buscadores da verdade, é referente aos 12 discípulos. Eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco nas quais Jesus, sendo o Sol, viaja. De fato o número 12 está sempre presente ao longo da Bíblia: as 12 tribos de Israel, os 12 irmãos de Josué, os 12 juízes de Israel, os 12 grandes patriarcas, 0s 12 profetas do Antigo Testamento, os 12 reis de Israel, Os 12 príncipes, Jesus no templo aos 12 anos.
Este texto está mais relacionado com a astrologia do que com outra coisa qualquer.
Voltando à cruz do Zodíaco, à vida figurativa do Sol, isso não era uma mera expressão artística ou ferramenta para seguir os movimentos do Sol. Era também um símbolo espiritual pagão, cuja versão reduzida era similar a isto. Isto não é um símbolo do Cristianismo. É uma adaptação pagã da cruz do Zodíaco.



Essa é a razão pela qual Jesus nas primeiras gravuras era sempre mostrado com a sua cabeça na cruz, pois Jesus é o Sol, Filho de Deus, a Luz do  Mundo, o Salvador se erguendo, que “renascerá” assim  como faz todas as manhãs. A glória de Deus que defende contra as Forças das Trevas, assim como renasce a cada manhã, e pode ser visto através das nuvens, lá em cima no céu com sua “coroa de espinhos” ou raios de sol..
Metáforas bíblicas de Cristo e o Sol (há muitas outras...)
“Enquanto eu estou no mundo, eu sou a luz do mundo” – João 9:5
“E vá depressa  e diga aos seus discípulos que ele nasceu da morte” – Mateus 28: 6
“E se eu for e preparar um lugar para você, eu voltarei, e receberei você”  - João 14:3
“Para dar a luz do conhecimento da glória de Deus” – 2 Cor. 4:6
“Deixe-nos separar os trabalhos da escuridão e deixe-nos colocar a armadura da luz” – Rom. 13:12
“Na verdade eu digo a vocês, a menos que um homem renasça, ele não verá o reino” – João 3:3
“Então Jesus veio à frente vestindo uma coroa de espinhos” João -  19:5
Agora, das muitas metáforas astrológicas - astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes tem a ver com as “Eras”, Ao longo das Escrituras há inúmeras referências a “Era”. Para compreender isso precisamos estar familiarizados com o fenômeno da Precessão dos Equinócios.(N.R.- essa classificação é diferente e superposta à hindu, das 4 Eras: Ouro, Prata, Bronze e Ferro - ou Kali Yuga) Os antigos egípcios, bem como culturas antes deles, reconheceram que aproximadamente de 2150 em 2150 anos o nascer do sol na manhã do Equinócio de Primavera ocorria num signo diferente do Zodíaco. Isso tem a ver com a lenta  oscilação angular que a Terra mantém quando roda sobre o seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão aparentemente para trás, ao contrário do seu ciclo natural normal. O tempo que demora cada ciclo de precessão através das 12 constelações é de aproximadamente 25.765 anos. Isso é também chamado de “O Grande Ano”, e as civilizações antigas sabiam muito bem disso. Referiam-se a cada período de 2150 anos como uma “Era”.
De 4300 a 2150 A. C., foi a “Era de Touro”. De 2150 a 1 D. C., foi a “Era de Áries”. De 1 a 2150 D. C. é a “Era de Peixes”, em que permanecemos até hoje. Por volta de 2150 (N.R. - há divergências), entraremos na nova Era. A Era de Aquário.
A Bíblia mostra de modo geral um movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta. No velho testamento, quando Moisés desce do Monte Sinai com os 10 Mandamentos, ele fica muito perturbado ao ver o seu povo adorando um bezerro de ouro. De fato ele quebrou as tábuas dos 10 mandamentos, e ordenou ao seu povo que se matassem uns aos outros para que se purificassem. A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribui esta ira ao fato de os israelitas estarem adorando um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o Bezerro de ouro é o Touro, e Moisés representa a nova Era de Áries (Carneiro). Essa é a razão pela qual os judeus ainda em seus rituais assopram o chifre do carneiro. Perante a nova Era, todos tem que abandonar a velha Era. Outras divindades marcam esta transição também, tais como Mithra, um Deus pré-cristão que mata o touro na mesma linha simbólica.
Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. O simbolismo dos peixes é abundante no Novo Testamento. Jesus alimenta uma multidão com pão e 2 peixes.  No início do seu Ministério, ao caminhar ao longo da Galiléia, conhece 2 pescadores que o seguem. Creio que todos já viram um “Peixe de Jesus”nas traseiras dos carros das pessoas, mas mal sabem o que representa. É um simbolismo astrológico pagão para o Reinado do Sol durante a Era de Peixes. Jesus assumiu também que a data do seu nascimento é a data do início desta Era.
Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado pelos seus discípulos sobre onde será a próxima passagem depois de ele partir, Jesus responde:  “Eis que quando entrardes na cidade, encontrar-te-á um homem levando um cântaro de água...segui-o até a casa onde ele entrar”. Essa passagem é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva o cântaro de água é Aquário, o portador de água, que é sempre representado por um homem despejando uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus),  entrará na casa de Aquário, pela precessão dos equinócios.  Tudo o que Jesus diz é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.

Por exemplo, escrito há 3500 anos atrás nas paredes do Templo de Luxor no Egito, estão as imagens da Anunciação, da Imaculada Concepção , do Nascimento e da Adoração de Hórus. As imagens começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. Isto é exatamente a história do milagre da concepção de Jesus. Na verdade as semelhanças literárias entre a religião egípcia e a religião cristã são flagrantes.
A realidade é: Jesus foi a divindade Solar do Cristianismo, como Hórus foi do Egito.
Fonte do texto: Documentário Zeitgeist